Como descobri que sou bissexual e o quê voce tem a ver com isso

            Não se engane. Este texto também é sobre ignorância e conhecimento. Continue reading

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Carta aos meus 15 anos: #30paraos15

Fut: Então, eu sou você no futuro. Mais precisamente com 30 anos. Mas com corpinho de 43.

15: Mas com esse topetão todo? Já?

Fut: Me respeita, rapá. Trouxe aqui uma lista com coisas que achei que ia ser bom você ter ouvido nessa época. E você vai precisar confiar em mim.

15: Maneiro, mais um pra lição de moral. Além disso…

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Nao existe igualdade de gênero ao sul do equador

Este texto precisa começar pela sua contextualização. A cidade na qual moro, Leicester, é referência no que diz respeito a incorporação e respeito à população migrante, principalmente da Ásia (em especial, Paquistão, Índia etc). Também é uma cidade relativamente barata, para os padrões ingleses. E, da mesma forma, uma parte significativa da sua população é de estudantes (que buscam a excelência do ensino daqui mesclada a estes fatores citados). Em outras palavras, é uma cidade que conta com gente de tudo quanto é lugar, com perspectivas, experiências e bagagens muito diferenciadas. Ao mesmo tempo, o clima de aceitação e respeito (e não simplesmente a ‘tolerância’) à diversidade costumam ser pontos fortes da comunidade. Não me canso de dizer que, para mim, esse é um dos seus principais encantos. Dito isto, passemos ao tema do texto em si.

Festival de Diwali em Leicester, exemplo da presencapujante de diferentes culturas e experiencias.

Festival de Diwali em Leicester, exemplo da presencapujante de diferentes culturas e experiencias.

Nos quase três anos em que moro aqui, um fenômeno se repete com frequência. Em uma determinada ocasião social (festas, bebendo em pubs, comendo no refeitório da universidade e assim por diante) fala-se das viagens feitas. Principalmente nesta época, fim de verão e início de retorno às aulas (para alguns). Alguém começa a falar que foi no Brasil, ou Brazil. Não é incomum que tenha sido um grupo (e não apenas uma pessoa) que tenha viajado. E aí começa o repertório, que se reproduz quase que da mesma forma sempre. Não fossem pessoas que não tem contato entre si, com tanta diferença entre elas, poderia pensar até que foi algo ensaiado. Continue reading

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Carta aberta de apoio ao Goleiro Aranha

Olá, Aranha. Espero que esta carta encontre-no bem, se um dia chegar a ti.
Escrevo para falar do assunto que te ronda no momento, e manifestar meu apoio. Uma coisa que tem que ficar claro é que tudo o que eu como não-negro posso oferecer é isso: apoio. Porque aprendi mais do que nunca sobre o racismo quando fui professor da rede pública estadual no Rio de Janeiro. Durante minha formação na Universidade, diversas leituras e discussões nunca foram o suficiente para me sensibilizar e ter ideia do quanto o racismo impregna as nossas relações sem que saibamos. Ou melhor, como é comum na nossa sociedade, reconhecia o racismo, mas ele nunca estava “em mim”, sempre no outro. Como tantos outros, reconhecia a existência do racismo, mas não conseguia identificá-lo, principalmente quando partia de mim.

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Copas Fora

Passeava pelo parque, e resolvi me deter no jogo de futebol que se jogava naquelas quadras. Já havia passado por ali diversas vezes, e assistido diversos jogos. Dessa vez fui atraído, mais que qualquer coisa. Havia algo ali, não sabia muito bem o quê, mas havia e pareceu poderoso a ponto de ser irresistível.

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The Hollow Men – T.S. Elliot

      I

We are the hollow men
We are the stuffed men
Leaning together
Headpiece filled with straw. Alas!
Our dried voices, when
We whisper together
Are quiet and meaningless
As wind in dry grass
Or rats’ feet over broken glass
In our dry cellar

Shape without form, shade without colour,
Paralysed force, gesture without motion;

Those who have crossed
With direct eyes, to death’s other Kingdom
Remember us—if at all—not as lost
Violent souls, but only
As the hollow men
The stuffed men.

      II

Eyes I dare not meet in dreams
In death’s dream kingdom
These do not appear:
There, the eyes are
Sunlight on a broken column
There, is a tree swinging
And voices are
In the wind’s singing
More distant and more solemn
Than a fading star.

Let me be no nearer
In death’s dream kingdom
Let me also wear
Such deliberate disguises
Rat’s coat, crowskin, crossed staves
In a field
Behaving as the wind behaves
No nearer—

Not that final meeting
In the twilight kingdom

      III

This is the dead land
This is cactus land
Here the stone images
Are raised, here they receive
The supplication of a dead man’s hand
Under the twinkle of a fading star.

Is it like this
In death’s other kingdom
Waking alone
At the hour when we are
Trembling with tenderness
Lips that would kiss
Form prayers to broken stone.

      IV

The eyes are not here
There are no eyes here
In this valley of dying stars
In this hollow valley
This broken jaw of our lost kingdoms

In this last of meeting places
We grope together
And avoid speech
Gathered on this beach of the tumid river

Sightless, unless
The eyes reappear
As the perpetual star
Multifoliate rose
Of death’s twilight kingdom
The hope only
Of empty men.

      V

Here we go round the prickly pear
Prickly pear prickly pear
Here we go round the prickly pear
At five o’clock in the morning.

Between the idea
And the reality
Between the motion
And the act
Falls the Shadow
                                For Thine is the Kingdom

Between the conception
And the creation
Between the emotion
And the response
Falls the Shadow
                                Life is very long

Between the desire
And the spasm
Between the potency
And the existence
Between the essence
And the descent
Falls the Shadow
                                For Thine is the Kingdom

For Thine is
Life is
For Thine is the

This is the way the world ends
This is the way the world ends
This is the way the world ends
Not with a bang but a whimper.
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ON BEING TOLD OFF / TOMANDO ESPORRO

Uma das coisas que acordei com a orientadora aqui é que produziria um pequeno paper, um trabalho de poucas laudas para que ela visse como é meu inglês escrito, me desse dicas quanto ao inglês acadêmico etc. Por conta disso tenho caído dentro da bibliografia e também por isso tenho atrasado os posts. E tenho ficado na biblioteca até o último ônibus passar. Sim, meu horário é medido pelos ônibus, não pelo horário da biblioteca, já que esta é 24 horas por dia. O único horário que ela fica fechada é sábado, da meia-noite até as 9 da mañana de domingo. Num credita? Clica aqui.

Então tenho vindo pra casa no último busu, que passa no ponto na entrada da faculdade às 23.10. Como é de se esperar pelos estereótipos, praticamente quem fica até esta hora sou eu… e os asiáticos. E, ao contrários dos estereótipos eles vão para casa e descansam! E no primeiro dia, os vi todos atulhados no fundo do ônibus. Fui até lá,a té para ouvir o que estavam falando.

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